25/06/17

Permixon no tratamento da Hiperplasia Benigna da Próstata

A próstata é um órgão do aparelho reprodutor masculino, localiza-se por baixo da bexiga, sendo atravessada pela uretra, daí a interferência com a micção quando existe patologia prostática.

A Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) é a doença mais frequente da próstata, muito comum em homens de meia-idade e idosos, com sintomas urinários que condicionam a qualidade de vida. Trata-se de um aumento benigno do volume da próstata, que pode obstruir as vias urinárias inferiores. Se não estiver associada a sintomas não necessita de qualquer tratamento.

Os sintomas resultam geralmente de obstrução uretral ( aumento da frequência das micções com eliminação de pequenos volumes de urina, aumento da frequência de micções à noite, jacto urinário fraco, sensação de não ter esvaziado completamente a bexiga após urinar e etc...).

Para perceber se a prostata esta maior do que devia o medico faz exame físico detalhado, incluindo um toque rectal (exame digital através do ânus). A partir deste momento pode prescrever alguma medicação só para controlar os sintomas.

Permixon 

Permixon no tratamento da Hiperplasia Benigna da Próstata
É um dos medicamentos mais usados no tratamento sintomático da hiperplasia benigna da próstata.
A substância activa é extracto hexânico lípido-esterólico de Serenoa repens, é uma planta que possui atividade antiandrogénica, antiproliferativa e antiinflamatória (reduz a quantidade da hormona responsavel pelo crescimento da prostada e para o seu aumento).

A dose recomendada é 1 cápsula duas vezes por dia, às refeições, com o auxílio de um pouco de água. Permixon é bem tolerado.

12/06/17

Cremes com estriol na menopausa

Quando as mulheres envelhecem, os ovários vão, gradualmente, produzindo menos estrogénios (hormonas sexuais femininas). O período em que isto acontece (normalmente por volta dos 50 anos) chama-se menopausa. Se os ovários forem retirados cirurgicamente (ovariectomia) antes da menopausa natural, a diminuição da produção hormonal ocorrerá muito abruptamente.

A falta de estrogénios durante a menopausa pode levar a certas queixas, tais como: irritação vaginal, comichão, infecções recorrentes do trato urinário, incontinência urinária, cistite recorrente ou afrontamentos.

As hormonas ajudam a manter as células do revestimento (mucosa) da vagina elásticas e mais resistentes à influência mecânica. Na menopausa a parede vaginal torna-se mais fina e seca, por este motivo, as relações sexuais podem-se tornar dolorosas e podem surgir infeções vaginais e prurido vaginal.

Estas queixas podem muitas vezes ser aliviadas com a administração de medicamentos à base de estrogénios, neste caso uma pomada com estriol (o estriol é uma hormona feminina idêntica à produzida naturalmente pelo nosso organismo chamada estrogénio).

Na farmácia podemos encontrar com nome comercial: Ovestin e Blissel

Ovestin

O estriol induz a normalização do epitélio vaginal, cervical e uretral e assim ajuda a restaurar a microflora normal e o pH fisiológico da vagina.

Para além do que já foi mencionado, pode ser prescrito para: melhorar a cicatrização em mulheres pós-menopáusicas que foram submetidas a cirurgia vaginal ou como auxiliar de diagnóstico no caso de esfregaço cervical realizado em mulheres na pós-menopausa.

Quanto aos possíveis efeitos secundários é muito pouco provável, porque a absorção é muito baixa, o efeito é sobretudo local. O estriol tem uma afinidade para se ligar aos receptores do estrogénio da bexiga e da mucosa vaginal relativamente elevada e uma afinidade relativamente baixa para se ligar aos receptores do estrogénio do tecido do endométrio e da mama. Por esta razão, a ligação do estrogénio aos receptores do estrogénio do endométrio é muito curto para induzir uma verdadeira proliferação quando o estriol é administrado uma vez ao dia, enquanto que a sua ligação aos receptores de estrogénio da mucosa vaginal é suficiente para exercer um efeito vaginotrófico completo apesar de se usarem doses muito baixas de estriol.

Para as queixas vaginais, a dose habitual é de uma aplicação diária (ou dia sim, dia não) durante as primeiras semanas; posteriormente, a dose deve ser gradualmente reduzida para, por exemplo, uma aplicação 2 vezes por semana. Para outras situações, podem ser prescritas diferentes dosagens. Pode demorar alguns dias, ou até mesmo semanas, até que se note uma melhoria.

Use o aplicador para aplicar o creme na vagina. É aconselhável a sua aplicação à noite, antes de ir para a cama. Uma aplicação (aplicador cheio até à marca) contém 0,5 gramas de Ovestin creme, o qual contém 0,5 miligramas de estriol.

Ovestin é um creme largamente usado pelas senhoras na menopausa, pode ser usada durante anos e anos. Depois de deixar de usar em poucas semanas o estado das células vaginais volta ao mesmo estado.

Ovestin, 1 mg/g x 15g creme preço: 4,82 euros

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